A nuvem de 1.800 km que aparece e some em Marte — e o que a ciência descobriu sobre ela
Foto/ilustração: ESA / Mars Express — Perfil da nuvem alongada de Arsia Mons (infográfico da ESA, não é foto do estudo de outubro de 2026)
Marte tem uma nuvem tão grande que parece impossível — e tão estranha que some sozinha. Com cerca de 1.800 quilômetros de comprimento, ela aparece de manhã perto de Arsia Mons, um vulcão extinto de aproximadamente 20 quilômetros de altura, cresce rápido e desaparece poucas horas depois. O fenômeno se repete em certas épocas do ano e é observado pela missão Mars Express, da Agência Espacial Europeia (ESA).
A pergunta que intrigava os cientistas era: como uma nuvem tão extensa se forma na atmosfera fina de Marte? Um estudo publicado em outubro de 2026 propõe uma explicação surpreendente: o vapor d'água pode formar cristais de gelo diretamente, sem precisar das partículas de poeira que normalmente ajudam nesse processo. Os pesquisadores reproduziram o fenômeno em simulações, mas o próprio estudo deixa perguntas em aberto — ou seja, é uma pista forte, não uma resposta final.
É o tipo de descoberta que lembra por que Marte continua fascinando: mesmo um planeta estudado há décadas ainda guarda fenômenos que desafiam o que achávamos que sabíamos.
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